Gestão do fluxo de caixa: sete boas práticas
Uma boa gestão do fluxo de caixa é extremamente importante para o controle financeiro de qualquer empresa, seja grande, pequena ou até um profissional autônomo.
Como o próprio nome já diz, o fluxo de caixa é a movimentação de entrada e saída de dinheiro de uma empresa em determinado período. É a partir desse controle de entradas e saídas que conseguimos visualizar a saúde financeira de um negócio.
Quando falamos em gestão do fluxo de caixa estamos nos referindo a estratégias e técnicas para controlar gastos e otimizar as receitas do negócio.
Por isso preparamos esse post com sete boas práticas para organizar e fugir dos problemas de fluxo de caixa mais comuns nas empresas.
1. Atualize diariamente o fluxo de caixa
Para que nenhuma informação seja esquecida, o ideal é fazer um controle diário do fluxo de caixa. Esse acompanhamento ajuda a prever qualquer surpresa, além de garantir que nenhum dado seja perdido ou colocado erroneamente no fluxo de caixa.
2. Registre todas as movimentações
Absolutamente todas as movimentações financeiras – até as que possuem pouco valor – devem estar devidamente registradas, sejam elas receitas, despesas, empréstimos, financiamentos e etc.
Só assim, é possível saber quais são todos gastos e a soma das pequenas despesas. Esse controle possibilita encontrar qualquer desperdício de dinheiro.
3. Categorize as movimentações
Como dissemos acima, é muito importante registrar qualquer movimentação. Mas, além disso, você também deve organizar essas informações em categorias, o que facilita a identificação dos principais tipos de gastos e rendas e de onde eles vêm. Se puder, coloque uma descrição curta sobre o fato.
Por exemplo, crie categorias entre aluguel, compras e investimento recorrentes. Categorize as despesas e receitas periódicas, pois assim você terá mais controle das finanças e programará melhor seus pagamentos e recebimentos.
Com essa estratégia você consegue monitorar o tipo de gasto que representa as maiores saídas de seu caixa, bem como de onde provém a maior parte de suas receitas.
4. Nunca esqueça: venda nem sempre significa dinheiro já em caixa
Um erro muito comum é realizar uma venda e registrá-la no fluxo antes do seu recebimento. Mas atenção! Só é movimentação financeira quando há a efetiva entrada do valor em caixa.

Assim, deve existir uma clara distinção entre fluxos de caixa realizados, cuja saída/entrada de caixa ocorreu, e fluxos de caixa previstos, que representam, por exemplo, parcelas em aberto de vendas a prazo ainda não recebidas.
No fluxo de caixa, cadastre o que realmente entrou no caixa, e crie também um controle paralelo para acompanhar devedores e realizar as cobranças.
5. Gerencie o seu estoque
Um estoque bem organizado ajuda a mostrar exatamente quanto e quando comprar para suprir seu contingente de produtos. Além disso, ao fazer esse controle você saberá quando realizar promoções para estimular a venda de determinado produto que esteja em excesso, por exemplo.
6. Planeje a longo e curto prazo
– Planejamento a longo prazo: com a gestão do fluxo de caixa você consegue fazer uma projeção média para todo ano. E assim, avaliar diferentes cenários e se preparar para eles.
– Planejamento a curto prazo: estipule seus gastos e ganhos de forma mensal. No final do mês, compare o que você planejou com o fluxo real. Isso possibilita identificar os gastos inesperados e como fazer para evitá-los.
7. Use a tecnologia para ajudar na gestão do fluxo de caixa
Você pode usar a boa e velha planilha para fazer a gestão do fluxo de caixa da sua empresa. Mas utilizar um sistema de gestão pode ajudar muito.
Um software online, quando aliado à boas práticas de gestão do fluxo de caixa, proporciona mais eficiência operacional. Além do mais, facilita e melhora o acompanhamento do fluxo de caixa do seu negócio, que pode ser feito através do laptop ou dispositivos móveis.
Da planilha ao sistema: o resumo das boas práticas
| Prática | Frequência | Erro que ela evita |
|---|---|---|
| Atualizar o fluxo de caixa | Diária | Decidir com dados desatualizados |
| Registrar movimentações | A cada operação | “Sumiço” de pequenas despesas |
| Categorizar entradas e saídas | Semanal | Não saber para onde vai o dinheiro |
| Separar realizado de previsto | Contínua | Contar venda a prazo como caixa |
| Gerenciar estoque | Mensal | Capital parado em produto encalhado |
| Planejar curto e longo prazo | Mensal e anual | Ser pego de surpresa por sazonalidade |
| Usar tecnologia | Permanente | Retrabalho e erro manual em planilhas soltas |
Com essas sete práticas em rotina, o fluxo de caixa deixa de ser um registro do passado e vira um instrumento de decisão: o gestor enxerga com antecedência os períodos de aperto, planeja pagamentos e negocia com fornecedores e bancos de uma posição muito mais confortável.